
Hoje um post mais profundo... Putz, lá vem ele!! rsrs
Há alguns dias uma frase vem consumindo de forma sutíl e marcante meus pensamentos por uma frase de Clarice Lispector que divido com vocês aqui, dizia que "Perder-se também é caminho"...
Pare, respire fundo, relaxe e pense:
A vida exige da gente muito discernimento para se manter atento em todos os focos, fazer a máquina da vida toda funcionar junto, com equilíbrio e afinada. Parece que constantemente estamos sendo submetidos a testes, tentações, reparos, mudanças e provações... E assim o é!!
Se a gente foca tudo na carreira: O prazer, as relações, trocas em maiores ou menores níveis, a outra ponta desse eixo, desconfio que fica comprometida e limitada. Logo me questiono: _O que estou priorizando na minha vida? Será que estou no caminho certo? Beleza! É sábio e mais do que Importante, se faz necessário buscar o equilíbrio da máquina, mas é difícil esse processo na prática. E como é:
Se a gente foca no prazer: "Felicidade urgente", acaba comprometendo o "futuro", enfraquece a carreira, segurança e estabilidade. Constantemente temos q mudar o planejamento, pois focar a felicidade é ser feliz agora, hoje(!), nesse momento, sem planejamento.
Se faz necessário descer e ancorar no "agora", de forma intensa. Depois...
Depois é depois! Não conheço ninguém que planejou ser feliz depois e conseguiu, a máquina apresenta novas situações, desafios, processos que exigem foco e disciplina pra não se tornar uma máquina sem controle, navegando onde o vento sopra...
Um exemplo disso muito forte na minha caminhada: Um ente querido, maior exemplo de pessoa de bem que eu conheci: Correto, digno, carreirista, conquistou uma condição de vida confortavel, status e segurança. Todas aquelas coisas que a sociedade nos cobra, a gente entende que sem elas tudo fica mais difícil. Aprende, absorve... Mas de fora pra dentro. Essa pessoa não está mais aqui conosco nesse plano.
No leito de um hospital, me chamou, pegou minha mão e perguntou se eu era feliz, pediu pra mim prometer que seria feliz agora, urgente, todos os dias, porque ele tinha deixado pra depois e nao deu tempo, conquistou tudo que "precisava" e antes de conseguir a "plenitude", adoeceu e comprometeu todo o planejamento...
Eu prometi que sim, não justifico minhas opções e escolhas com isso, é mais instintivo, faz parte da minha essência mesmo. Posso dizer sem pensar duas vezes que fui feliz, ou pelo menos ,minha vida inteira estive priorizando isso. Por vezes, alcancei na plenitude da palavra, FELIZ, por vezes, me senti pequeno e vazio, mas vivi, senti, enfim, optei.
Todos esses devaneios, por vezes parecem tão próximos, concretos e reais de fato, estão ancorados não na minha, mas na vida de todos de uma maneira tão concreta. Por vezes também parecem metáforas, confundem, é a gente querendo palpar o abstrato, encontrar razão no que nao precisa... Bastaria aceitar.
Chega aquele momento que faz a gente se sentir maior: A gente pára e assume que está perdido: _Me perdi! Que nobre! rsss
Mas exatamente aí começa um processo de renovação muito bonito, o Universo é perfeito nos mínimos detalhes, a gente gera movimentos e ele invariavelmente corresponde...
Nesses devaneios de "perder-se", encontra-se o caminho, ou pelo menos, identificamos onde a gente está, se situa, toma pé da situação e passa a ter mais clareza, se sente mais próximo da gente mesmo, da essência, retoma o controle das rédeas. Com tudo isso, vem de forma "dolorosa", desafiadora e linda a clareza de pensamento, lucidez, ancorando e definindo melhor o discernimento e a partir dele alcances sublimes e necessários para a máquina toda funcionar com mais equilíbrio. As metas, objetivos, trocas, alcances em níveis que nos fazem maiores e melhores, e de forma quase irônica, constatamos a sabedoria de Clarice Lispector, que perder-se... Ah!!! Perder-se também é caminho! Graças à Deus!
Um abraço,
Fábio Luz


