
Relacionamento "funcional" nos dias de hoje é uma arte!
Um relacionamento inteligente, grande, bonito, gostoso, que funcione de verdade, valha a pena nos níveis e detalhes mais sutís, daqueles que costumo dizer, nos fazem "maiores e melhores", tem um preço alto, são muito mais difíceis do que os que estamos acostumados a ver brotando todos os dias debaixo do nosso nariz, tanto para a gente como para os "outros".
Alguns pontos numa relação são cruciais, diria "intocáveis". Uma vez mexidos não voltam atrás e a vida parece que nos empurra exatamente pra isso, a força que nos puxa para o "casal normal" é muito grande, um desafio constante. basta desligar um pouquinho e você percebe que a relação divina não tem mais aquela força e o brilho de antes. Mexeu num ponto crucial. Pára tudo! Não sofra, não leve aos limites, não desgaste tudo tentando consertar, aceite que somos pecadores e existem pecados cruciais...
Amor racional é construir uma rotina inteligente, porque todos relacionamentos viram "rotina", vai do nosso jogo de cintura, criatividade e sabedoria em construir uma rotina inteligente, que faça bem à relação, que não desgaste e, para isso, precisamos saber limitar o outro e limitar-nos, não confundir amor com sentimento de posse, ou vai tudo por água abaixo.
Finalizo dizendo que um amor "racional" é o supra-sumo da inteligência, é uma posse mais nobre. Quando a gente se sente dono, quer mudar, moldar o outro para "nossa felicidade", voltamos para o "um". É necessário mais do que conhecer e aceitar os defeitos do outro, é amar esses defeitos, são parte de um bem maior, um conjunto merecedor da nossa cumplicidade. E quando temos esse alcance, nem precisa de posse, porque assim, pelo menos nas minhas vivências, me senti muito mais do outro que em muitas relações onde a posse falou mais alto e quando a posse grita, tenha certeza... Estamos deixando de ser um do outro.
Um brinde aos nossos desafios: gratidão às pessoas que passaram em nossas vidas, nos fizeram maiores e melhores, gratidão também aos que foram pequenos, nos tornaram mais exigentes, polidos, convictos do "que não queremos em nossas vidas" e a benção, o alcance, a sabedoria, discernimento e consciência para não cairmos na força do "casal normal".
Sejamos inteligentes, maiores e melhores. E por favor, RACIONAIS!!!!
Um relacionamento inteligente, grande, bonito, gostoso, que funcione de verdade, valha a pena nos níveis e detalhes mais sutís, daqueles que costumo dizer, nos fazem "maiores e melhores", tem um preço alto, são muito mais difíceis do que os que estamos acostumados a ver brotando todos os dias debaixo do nosso nariz, tanto para a gente como para os "outros".
Nos relacionamentos, como em quase todas as áreas da minha vida, sobrou abundância pra conquistar, faltou sabedoria para manter. E digo de passagem, não foram poucas coisas. Descendo nas relações, a gente traz um aprendizado, novas lições e percepções das alegrias e traumas de "vivenciar o dois".
Para quem não é um ser "operante", vai se polindo, lapidando, se auto-conhecendo, ambientando e ancorando os limites para sí e para o outro. Não é que a gente se torne mais chato, duro ou frio, mas quanto maior o aprendizado, mais exigentes ficamos. Mais difícil e complexo é encantar e deixar ser encantado. Parece que mais "racional" o amor se faz.
Não considero um pensamento frio, nem tampouco limito o amor por causa disso e já explico o porque:
Não considero um pensamento frio, nem tampouco limito o amor por causa disso e já explico o porque:
Ao longo dos meus relacionamentos, "construí" um conceito da relação perfeita, é meu, pessoal, uma espécie de estatuto para ser lido e questionado volta e meia, analisando a relação:
"Quero tudo que tu és;
Não quero nada que você não seja.
Quero a luz e a sombra.
Te quero por inteiro;
Sem posse, mas minha."
Não quero nada que você não seja.
Quero a luz e a sombra.
Te quero por inteiro;
Sem posse, mas minha."
Por vezes, me senti pequeno e longe disso, por vezes senti o gosto e até um dedinho do "divino", vivendo a plenitude de uma relação assim. O dia-a-dia, as escolhas, a força do "casal normal" acabou me fazendo menor ao ponto de perder esse brilho. A partir desse ponto, nada melhor do que terminar bonito, com a dignidade que a relação merece.
Alguns pontos numa relação são cruciais, diria "intocáveis". Uma vez mexidos não voltam atrás e a vida parece que nos empurra exatamente pra isso, a força que nos puxa para o "casal normal" é muito grande, um desafio constante. basta desligar um pouquinho e você percebe que a relação divina não tem mais aquela força e o brilho de antes. Mexeu num ponto crucial. Pára tudo! Não sofra, não leve aos limites, não desgaste tudo tentando consertar, aceite que somos pecadores e existem pecados cruciais...
Um dos pecados cruciais é não saber limitar e se limitar. Enquanto casal, deveríamos ser "um", mas para um casal funcionar bem, é necessário empatia para compreender que existem as individualidades de "dois". Na matemática 1+1 é 2. No auge da nossa "doença", insistimos em acreditar que é maior e melhor que seja 1 nas relações. Não é! Nunca foi e nem deveria ser. Até porque dois é mais que um, é melhor que um, é a soma, o supra-sumo de "um". Só entender isso já é nobre, um passo enorme para a relação fluir melhor.
Digamos que a gente pode olhar para o mesmo lado, complementar os objetivos, ser um trampolim, um alicerce, um porto-seguro na inquietação do outro e fluir na plenitude da cumplicidade, andar muuuuuito em sintonia. Mas nunca vamos deixar de ser "dois", tomar os objetivos um do outro como um único objetivo passa a ser um processo limitador, perde-se o encanto, é exatamente, nos desafios, em saber se fazer presente e merecer, descristalizar e permitir descristalizar-se, saber receber a presença do outro, com a luz e a sombra, no batalhar dos objetivos, "de um, do outro e dos dois", perceber o chamado que está debaixo do nosso nariz, a vida se apresentando exatamente como tem que ser.
É aí que está a felicidade do casal, do outro lado da ponte está o final de um ciclo, de um objetivo e o ponto de partida para outro e assim por diante.
Palavras sábias de Saint-Exupéry:
"Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer..."
"Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer..."
O amor é contagiante. Assim como levanta uma pessoa, pode contagiar como uma doença, tomando espaços não desejados, inconscientes. Perde-se o amor e dá-se espaço ao sentimento de posse sem perceber as peculiaridades que a relação perde e fica pequena alí.
Por essas e outras, volto a questão chave que deixei em aberto lá em cima no texto: "Não é que a gente se torne mais chato, mas quanto maior o aprendizado, mais exigentes ficamos, mais difícil e complexo é se encantar e deixar ser encantado. Parece que mais "racional" o amor se faz."
Não é querer ser repetitivo, mas sendo, "racionalizar o amor" é a forma mais sublime de simplesmente "sentir o amor", ele não acontece por um acaso, não vem com embalagem de "paixonite aguda", rótulo de "amor perfeito", muito menos com a pretensão de "amor à primeira-vista".
Amor "racional" é construído nos pequenos detalhes, gestos e atitudes, no dia-a-dia. Um processo cadenciado de permissões e concessões não exatamente "racionalizadas" porque acontecem de uma forma instintiva, um instiga o melhor do outro, mas a gente só ama se se permite, e permitir-se é um processo racional de querer se fazer presente, aceitar os defeitos, negociar, querer surpreender, é incluir o outro na nossa vida aos poucos automaticamente, permitir um espaço ao outro que nos faz bem, concedido (!), por merecimento, não por imposição.
Amor racional é construir uma rotina inteligente, porque todos relacionamentos viram "rotina", vai do nosso jogo de cintura, criatividade e sabedoria em construir uma rotina inteligente, que faça bem à relação, que não desgaste e, para isso, precisamos saber limitar o outro e limitar-nos, não confundir amor com sentimento de posse, ou vai tudo por água abaixo.
Finalizo dizendo que um amor "racional" é o supra-sumo da inteligência, é uma posse mais nobre. Quando a gente se sente dono, quer mudar, moldar o outro para "nossa felicidade", voltamos para o "um". É necessário mais do que conhecer e aceitar os defeitos do outro, é amar esses defeitos, são parte de um bem maior, um conjunto merecedor da nossa cumplicidade. E quando temos esse alcance, nem precisa de posse, porque assim, pelo menos nas minhas vivências, me senti muito mais do outro que em muitas relações onde a posse falou mais alto e quando a posse grita, tenha certeza... Estamos deixando de ser um do outro.
Um brinde aos nossos desafios: gratidão às pessoas que passaram em nossas vidas, nos fizeram maiores e melhores, gratidão também aos que foram pequenos, nos tornaram mais exigentes, polidos, convictos do "que não queremos em nossas vidas" e a benção, o alcance, a sabedoria, discernimento e consciência para não cairmos na força do "casal normal".
Sejamos inteligentes, maiores e melhores. E por favor, RACIONAIS!!!!
Tim-tim!!!
Um abraço!
Fábio Luz
Nenhum comentário:
Postar um comentário
É com satisfação que recebemos seu comentário, em breve estará sendo publicado no blog.